Olá a todos :) sei que já não escrevo há algum tempo, mas esperei bastante para escrever sobre um assunto muito importante: como obter o Residence Card!!
Então, como muitos já sabem, o Family Permit da Débora tinha a curta duração de 6 meses. Como era válido a partir de julho, e nós só viemos em setembro, só tivemos 4 meses mesmo. Nos primeiros dias de janeiro o Family Permit deixava de apresentar validade. É importante explicar que, embora o Family Permit tenha uma duração de 6 meses e ao fim desses 6 meses está oficialmente fora de validade, a pessoa casada com um cidadão da União Europeia não é obrigada a pedir outro visto. Se for abordada, tem somente de provar que é casada com o cidadão da UE. No entanto, possuir um Family Permit fora do prazo de validade pode trazer muitos problemas desnecessários: dificuldade para arranjar ou manter emprego; dificuldade para provar direito de residência; dificuldade para efetuar inscrição numa escola ou academia; dificuldade no acesso a cuidados médicos; problemas e constrangimentos para entrar e sair do país; entre outros. Por estes motivos para nós sempre foi muito claro que seria necessário pedir o Residence Card (EEA2) quando chegasse a altura certa. Foi no final de dezembro que a nossa aventura começou :)
Existem diferentes rotas que se podem adotar para solicitar o Residence Card. Qualquer uma das rotas exige que o cidadão europeu "justifique" o residence card.
Quem pode pedir o Residence Card (EEA2)?
Familiares de cidadãos de países da União Europeia, desde que sejam (em relação ao cidadão europeu): esposo/esposa; seu filho ou filho do esposo ou esposa do/a cidadão/ã da União Europeia, desde que tenha menos de 21 anos; companheiro ou companheira do/a cidadão/ã da União Europeia que com este/a viva em união de facto/estável e o possa comprovar; familiares dependentes (financeiramente, sendo que terá de provar isto muito bem; ou que têm uma doença grave sendo que é o cidadão europeu que deles cuida). Atenção que as regras têm algumas nuances se o cidadão da União Europeia for estudante.
Que documentos é necessário entregar?
O passaporte atual (e se houver um antigo com alguma informação relevante, também convém disponibilizá-lo...a Débora tirou um passaporte novo em agosto, mas o family permit estava no passaporte caducado, então ela enviou os dois); 2 fotografias tipo passe, que cumpram os requerimentos necessários (fundo claro, não podem estar a sorrir, sem óculos); prova ou evidência da relação que têm com o/a cidadão/ã da União Europeia; prova de que o cidadão da União Europeia se encontra a exercer os seus treaty of rights no UK.
Que documentos podem ser entregues como prova da relação com o/a cidadão/ã da União Europeia?
Quando a relação se encontra documentada, é tudo muito mais fácil. Casais legalmente casados, têm de enviar uma certidão de casamento traduzida e reconhecida (se a certidão for de um país da União Europeia, apenas precisa estar traduzida). No caso de filhos, certidão de nascimento traduzida e reconhecida. No caso de casais em união estável/de facto, é necessário enviar toda a documentação/fotos etc que prove que os dois mantêm uma relação e vivem juntos há mais de 2 anos. É sempre mais complicado provar uma união de facto. Mas basicamente podem enviar os mesmos documentos que enviaram para o Family Permit e isso deve chegar.
Como é que o familiar da União Europeia pode estar a exercer os Treaty of Rights no UK?
Aqui é que entram as tais rotas! Existem 4 rotas diferentes que provam que o familiar da União Europeia está a exercer os Treaty of Rights: trabalhador por conta de outrem; trabalhador por conta própria; estudante; ou pessoa que possui os meios económicos necessários (self-sufficient). Isto quer dizer que o familiar europeu tem de encaixar numa dessas 4 situações, sendo ainda que cada uma delas tem as suas especificidades.
Trabalhador por conta de outrem:
Se o familiar europeu tiver um emprego que não seja independente, ele irá encaixar nesta categoria. Esta é a rota mais simples e direta. O trabalho do familiar europeu não tem de ser full-time. Não sei se existe um mínimo de horas, mas sei que um part-time de 20 horas por semana é suficiente. Não precisa de ser numa área em específico, ou sequer na área de formação do familiar europeu. Os únicos documentos necessários para provar esta situação, são: uma cópia do contrato de trabalho e cópias dos payslips (recibos de trabalho) dos últimos pagamentos. Por ser a rota mais simples, sempre foi a nossa primeira escolha. Na altura do Natal eu comecei a procurar um part-time (compatível com o meu outro emprego) numa loja de roupa. No Natal há muito emprego por causa dos Christmas temp jobs. Rapidamente arranjei um emprego, 16 horas por semana, numa loja de roupa conhecida (trabalhava aos fins-de-semana). O contrato era temporário (até janeiro). Não houve qualquer problema!
Trabalhador por conta própria:
O familiar europeu pode trabalhar por conta própria, tanto de casa como da própria empresa. Nesses casos a sua situação tem de estar em total conformidade com a lei, sendo que muito provavelmente deve estar a fazer contribuições semanais para o sistema de segurança social inglês, e manter registos/faturas (invoices) de todos os valores que recebe. Será também pertinente enviar transações bancárias relevantes. É uma situação muito comum com tradutores, gestores de conteúdo, web designers, e também com eletricistas, carpinteiros, entre outros. Como não segui esta rota não conheço os pormenores da mesma, mas não me parece que exista um valor mínimo de lucro para que esta rota possa ser adotada.
Estudantes:
Como todos sabem, eu sou estudante, no entanto preferi não seguir esta rota. Isto porque, na minha opinião, é muito mais complexa! O familiar europeu estudante tem de provar que é estudante. Geralmente isso passa por enviar uma carta da Universidade/Escola inglesa a confirmar inscrição. No meu caso, eu sou estudante Erasmus, pelo que não me encontro inscrita na Universidade inglesa, mas na portuguesa. Logo aí encontrámos um entrave. Teríamos também de provar que tínhamos dinheiro suficiente para nos bancarmos durante o tempo que o meu curso durasse. Isto pode incluir transações bancárias, poupanças, etc. Finalmente, teríamos também de enviar o comprovativo de um seguro de saúde extenso de nós as duas, ou seja, nós teríamos de fazer um seguro de saúde para cada uma de nós, não poderia ser o básico (tinha de ser comprehensive...eles não especificam o que isto quer dizer, mas se ligarem para uma companhia de seguros de saúde inglesa, eles saberão informar), e teria de ser pago durante todo o tempo que a application demorasse a ser resolvida...não ficaria nada económico :P
Self-sufficent:
Para seguir a rota de self-sufficent, é necessário provar-se que o familiar europeu possui fundos financeiros suficientes para se sustentar, assim como aos familiares que patrocina, durante o tempo que se propõe a ficar no país. Esses fundos podem ser de uma poupança, ou podem ser de um trabalho por conta de outrem ou por conta própria decorrente de atividade profissional de qualquer um dos seus familiares. É necessário, também, fazer o tal seguro de saúde abrangente que referi no ponto anterior.
É preciso preencher algum formulário?
Sim. É necessário preencher uma "Application for a Residence Card - EEA2". Esta versão é a atual agora! Convém que verifiquem se ainda é a atual quando vocês começarem a preencher o vosso formulário (a data do formulário aparece na capa).
É necessário pagar?
Sim. Antes não era, mas atualmente existe uma taxa de 55 libras que é cobrada por cada familiar. O próprio formulário explica como o pagamento deve ser efetuado.
É obrigatório que o familiar da União Europeia obtenha um documento quer comprove a sua situação no UK (Registration Certificate: EEA 1)?
Não. No entanto, em alguns casos, obter este documento pode facilitar a obtenção do Residence Card. Eu e a Débora escolhemos não o obter porque não achamos que a nossa candidatura fosse particularmente complicada. Este documento tem, igualmente, uma fee de 55 libras. Na nossa situação consideramos desnecessário. Muita gente tenta obter este certificado em simultâneo com o Residence Card, com a justificação de que acelera os processos. Não há nenhuma prova de que tal seja verdade, mas nada voz impede de tentar.
Quanto tempo demora o Residence Card a sair?
Pode demorar até 6 meses. Pode demorar muito menos. Há alguns casos (poucos) em que demora mais.
Recebemos algum comprovativo de que enviamos a application e estamos à espera da resposta?
Sim. Primeiro irão receber uma carta a dizer que a application foi rececionada e será direcionada para um case worker. Depois, passado uns dias (penso que o limite são 30 dias) irão receber uma segunda carta. Essa segunda carta é muito importante porque vai determinar se o familiar NÃO europeu pode trabalhar enquanto aguarda uma resposta. Se não receberem a segunda carta, liguem para o número que consta na primeira carta ou para outro qualquer que consigam encontrar no site do UK Border, na secção dos cidadãos europeus. Por vezes é difícil encontrar o número certo, e outras vezes é difícil escolher as opções certas para falar com o operador (sendo que é comum uma máquina desligar-nos o telefone na cara!!). Mas com um pouco de insistência, vamos lá :) Se confirmarem algumas informações de segurança, eles poderão confirmar-vos se essa segunda carta já foi enviada ou não. Por vezes pode extraviar-se. No nosso caso, tivemos de ligar várias vezes até que numa das ligações o operador concordou que a carta tinha de se ter extraviado, porque já tinha sido enviada há mais de 20 dias e ainda não a tínhamos recebido. Pediu uma segunda via e em 3 dias já a tínhamos!
Toda a gente pode trabalhar enquanto aguarda a conclusão da candidatura?
Não. Não sei todos os critérios usados mas, pelo que li na altura, o mais normal (não significa que seja sempre assim!!) é que os casais legalmente casados geralmente recebem uma carta a confirmar o direito de trabalhar, e os casais em união de facto nem sempre (mas alguns recebem). Em relação a outros familiares, não faço a menor ideia.
Penso que isto resume tudo o que é necessário. Entrando em alguns detalhes do nosso caso, nós enviamos:
- Contrato de trabalho temporário;
- Últimos dois payslips (sendo que um deles era referente a apenas uma semana de trabalho);
- Duas fotografias tipo passe da Débora;
- O passaporte atual e o antigo (caducado) da Débora;
- O meu passaporte (é obrigatório enviar o passaporte ou o cartão de identificação nacional do familiar europeu);
- O formulário preenchido;
- A certidão de casamento traduzida;
- Algumas fotografias (que enviamos também na altura do Family Permit);
- Uma carta escrita por mim (à semelhança da que enviamos na altura do Family Permit);
- A prova de conta do banco conjunta;
- Cópia do contrato de arrendamento da casa;
- Conta de council tax.
Na minha opinião, aquilo que está a amarelo não é necessário, muito menos obrigatório. Eu é que sou paranóica e acredito piamente que mais vale prevenir do que remediar, daí mandar tudo. Não acho que seja minimamente necessário.
Por hoje é tudo. Obrigada por lerem e boa sorte com tudo!!
A incrível aventura do casal que queria uma vida
Emigrar para Inglaterra ou Portugal e solicitar vistos, autorização de residência, residence card, family permit ou outros documentos.
segunda-feira, 14 de abril de 2014
Requisitar Residence Card - EEA 2 (familiar não europeu de cidadão/ã da União Europeia)
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segunda-feira, 25 de novembro de 2013
Sotaque de Yorkshire
Olá! Eu sei que já devia ter escrito alguma coisa há mais tempo, mas tenho andado incrivelmente ocupada. Além de tudo o que já tinha para fazer agora arranjei umas coisas extra, então o meu tempo anda todo esticado ao limite :P Eu sei que tenho de escrever as coisas burocráticas que já prometi, como, por exemplo, a forma mais rápida para obter número de segurança social, e como abrir uma conta no banco (e qual banco!), mas hoje só entrei aqui no blog para fazer um pequeno desabafo. Eu já não aguento mais esta pronúncia de Yorkshire! Está a dar comigo em doida, a sério. Eu faço um esforço enorme para perceber o que as pessoas me dizem (quando elas têm uma pronúncia acentuada), por vezes percebo apenas 50% ou menos do que me é dito, mas de alguma forma ainda consigo entender o que preciso de fazer. O pior nem é isso! O pior é que, desde que cheguei estou a fazer um grande esforço para mudar a minha pronúncia de americana para britânica, e até acho que está a correr muito bem...mas por vezes eu falo de uma forma que (na minha perspetiva) é completamente britânica), e as pessoas pedem-me para repetir vezes sem conta! Honestamente eu acho que é só por eu não ter pronúncia de Yorkshire, é como se algumas pessoas não conseguissem entender inglês padrão O_O mas é incrivelmente frustrante. Hoje, pelo menos, a pessoa que fez isso comigo teve e gentileza de acrescentar "O teu inglês é muito bom, eu é que falo inglês com pronúncia de Yorkshire e como a tua pronúncia é diferente eu tenho dificuldade para entender". Porque eu juro que estas conversas para mim soam a isto:
Eu: Is the Christmas tree heavy?
Ele: Sorry, what?
Eu: Is the Christmas tree heavy? (a falar calmamente e a pronunciar no melhor inglês britânico possível)
Ele: sorry, what?
Eu: Is the Christmas tree heavy? (muito pausadamente e já a desesperar)
Ele: *Cara muito confusa durante 10 segundos* Oh! Heavy! No, it isn't!
E eu tipo -_-
Ele: Sorry, it's not your english, your english is very good actually. it's just that I have an yorkshire accent and because your accent is different I have a hard time understanding it.
Eu até podia entender, mas juro a pés juntos que o meu heavy e o heavy dele são pronunciados exatamente da mesma forma. Se calhar é porque eu não digo tudo a cantar. Eles dizem tudo a cantar, com uma espécie de melodia específica. Eu tenho mesmo de aprender!
Eu: Is the Christmas tree heavy?
Ele: Sorry, what?
Eu: Is the Christmas tree heavy? (a falar calmamente e a pronunciar no melhor inglês britânico possível)
Ele: sorry, what?
Eu: Is the Christmas tree heavy? (muito pausadamente e já a desesperar)
Ele: *Cara muito confusa durante 10 segundos* Oh! Heavy! No, it isn't!
E eu tipo -_-
Ele: Sorry, it's not your english, your english is very good actually. it's just that I have an yorkshire accent and because your accent is different I have a hard time understanding it.
Eu até podia entender, mas juro a pés juntos que o meu heavy e o heavy dele são pronunciados exatamente da mesma forma. Se calhar é porque eu não digo tudo a cantar. Eles dizem tudo a cantar, com uma espécie de melodia específica. Eu tenho mesmo de aprender!
sábado, 28 de setembro de 2013
One Pound Paradise
Como prometido, aqui está o post das lojas de one pound! As lojas de one pound estão espalhadas por todo o UK, e são tipo as lojas dos chineses ou as antigas lojas dos 300, mas muito muito muito (oh-my-god-eu-não-consigo-pôr-isto-em-palavras) melhores!!! Tudo o que vocês podem precisar, e tudo o que vocês não precisam mas querem, vocês vão encontrar aqui. Só para vos dar uma idea eu vou dizer algumas coisas que eu comprei lá nos últimos dias: gel de banho de marca (nivea - mas há muitas mais); shampoo e amaciador (pantene - mas há mais); molduras para fotografias; frigideira; panela; agendas; cadernos; conjuntos de 20 canetas bic; decorações de halloween; montes de chocolates (de marcas conhecidas como embalagens de maltesers, kit-kats, aftereight - todos a 1 pound); ganchos e fitas para o cabelo; corta-unhas; toalha para amarrar o cabelo; toalha para as mãos; guarda-chuva; produtos para limpar a casa (todos de marca); pasta de dentes colgate; escovas de dentes colgate; embalagens com 20 envelopes A4; e a lista continua e continua e continua.
Todos os produtos custam 1 libra ou menos! Ainda há as lojas de 99 pence - e todos os seus produtos custam.....99 pence :D Estas lojas também têm alguma comida, eu acho que até já vi carne lá...mas honestamente nunca me arrisquei com a comida. No entanto acho que isso é uma paranóia minha ;)
Enjoy!
No próximo post gostaria de vos falar um pouco sobre abrir uma conta e pedir o número de segurança social inglês! Até breve :)
Mafalda P.
Todos os produtos custam 1 libra ou menos! Ainda há as lojas de 99 pence - e todos os seus produtos custam.....99 pence :D Estas lojas também têm alguma comida, eu acho que até já vi carne lá...mas honestamente nunca me arrisquei com a comida. No entanto acho que isso é uma paranóia minha ;)
Enjoy!
No próximo post gostaria de vos falar um pouco sobre abrir uma conta e pedir o número de segurança social inglês! Até breve :)
Mafalda P.
sábado, 14 de setembro de 2013
Operadoras de telemóvel
Chegamos há quase duas semanas :) Sei que ainda não escrevi, e há mesmo muita coisa para para escrever, mas tenho andado tão ocupada que não tenho conseguido parar. Nem sei por onde começar. Hoje estou muito cansada e não tenho muito tempo para escrever imenso, pelo que vou começar por uma coisa que não exige um post gigante: que operadora de telemóvel escolher?
Isto foi uma coisa que ocupou algumas horas de pesquisa...aqui existem vários planos pós-pagos que provavelmente compensam, a longo prazo. Num momento inicial nem por isso. Primeiro porque, geralmente, os planos pós-pagos vantajosos estão associados a telemóveis mais caros e, por esse motivo, a períodos de fidelidade. Esses planos normalmente não estão ao alcance de quem acaba de chegar porque, como têm um período de fidelização (por virem com um equipamento todo moderno), só podem ser feitos por pessoas que já vivem no UK há algum tempo (geralmente há 3 ou mais anos). Outra coisa que pensei foi que, nos primeiros meses pelo menos, gostaria de manter o meu número português, por diversos motivos, por isso o mais fácil seria comprar um telemóvel novo, muito barato, só para o básico...e fazer um plano pré-pago "pay as you go". Depois de muito pesquisar e perguntar, acabei por escolher a operadora O2. Quando cheguei cá a primeira coisa que fiz foi comprar um telemóvel básico e um cartão da O2 com 10 libras de saldo. Tudo ficou cerca de 17 libras (comprei um nokia básico, daqueles de bateria que dura uma semana xD). Depois selecionei o plano que já tinha pesquisado, que se chama Pay and go go go: carrego o telemóvel com 10 libras de mensalidade por mês e tenho direito a 75 minutos por mês para todas as redes, 250 mensagens escritas, e qualquer coisa de internet (não sei bem porque este telemóvel nem sequer consegue aceder à internet). Ao fim de alguns meses todas as condições do tarifário vão duplicar, com a exceção da mensalidade :)
A Débora fez um plano internacional com a mesma operadora. Paga uma mensalidade de 10 libras por mês, e pode ligar gratuitamente para 3 números internacionais.
Para mim a O2 pareceu mesmo a melhor opção, mas por favor pesquisem antes de escolherem. Existem imensas operadoras diferentes e todas têm promoções e planos específicos, que podem beneficiar mais uma ou outra pessoa, dependendo das intenções da mesma. Podem ver aqui uma tabela de comparação entre diferentes operadoras:
http://www.moneysavingexpert.com/phones/mobile-phone-cost-cutting#paygdeals
Boa escolha e boa sorte!
No próximo post vou falar das lojas de ONE POUND, também conhecidas por oh-meu-deus-eu-não-posso-acreditar-nisto :D
Mafalda P.
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segunda-feira, 2 de setembro de 2013
Amanhã
É já amanhã e o coração aperta cada vez mais. Malas feitas, faltará alguma coisa? Até breve :)
Mafalda P.
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quarta-feira, 28 de agosto de 2013
Tic-tac
Falta menos de uma semana. A burocracia já foi tanta, mas tanta, que já não consigo ver papéis, referências, applications ou certidões à minha frente. Já conseguimos uma casa :) à partida conseguiremos mudar para lá logo no dia seguinte a chegarmos! Ficou um pouco mais cara do que queríamos, mas é uma casa inteira, com 4 andares (todos relativamente pequenos, mas tipicamente inglesa), incluindo cave e sotão :D Para conseguir alugar a casa tivemos de preencher um formulário (cada uma) com uma série de informações, nomeadamente referências que pudessem confirmar a nossa existência e idoneidade, contactos variados, entre outras coisas; tivemos também de enviar passaportes digitalizados, prova de aceitação na Universidade de Leeds (para mim), e ainda pagar (daqui) uma taxa de administração na módica quantia de 225 euros! E este processo foi extremamente simples, comparado com o que normalmente pedem. Publicaremos fotos assim que conseguirmos - em princípio daqui a uma semana :D
A ansiedade aumenta. O entusiasmo misturado com a insegurança assaltam. Vai correr bem? Tem de correr. Vai correr bem.
Mafalda P.
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segunda-feira, 29 de julho de 2013
Ponto da Situação
Olá a tod@s! Já não escrevo há algum tempo, bem sei. Essencialmente porque estou à espera. Estou à espera de uma série de coisas, e nenhuma se concretiza mesmo. Por isso acabo sempre por pensar "quando isto estiver concluído, eu escrevo". Mas se calhar também tem a sua utilidade escrever alguma coisa sobre a espera e o meio tempo. First things first:
Eu ainda não tinha comentado, mas já sabemos para onde vamos. Na verdade até já comprámos as passagens :) Vamos para Leeds, no norte de Inglaterra. Eu vou fazer um estágio, numa Universidade, a dar aulas de português no departamento de línguas (área de português). O estágio não é pago, mas como vou ter equivalência ao meu segundo ano de mestrado (de Português Língua Segunda / Língua Estrangeira), consegui candidatar-me à bolsa Erasmus. Claro que não é grande coisa. É menos do que o normal, este ano :/. Enquanto que, no ano passado, a bolsa mensal para quem fazia Erasmus em Inglaterra era de 473 euros (aproximadamente), este ano é de....... 246 euros! Houve um corte do governo nas bolsas Erasmus. Todas as bolsas ficaram com o mesmo valor, independentemente do país! Se calhar não tem grande impacto para quem vai para a Europa do Leste, mas para mim tem.
A Débora tem um emprego online aqui, que vai poder manter lá :) eu também, mas sinceramente acho que no meu caso é mais fácil perder esse emprego do que no caso da Débora. Tem a ver com dicionários e sites, e como há muitos mais brasileiros que portugueses, um site em Português Brasileiro tem muito mais saída do que um site em Português Europeu. Por isso, em princípio, terei de arranjar um part-time lá. O que eu queria mesmo era fazer supply teaching em part-time, mas como ainda não sei o meu horário na faculdade, não me posso comprometer.
O grande desafio, neste momento, está na busca por uma casa! Todos os dias, quase que religiosamente, entro em vários sites de casas para procurar alguma coisa dentro das nossas possibilidades. Já cheguei à conclusão que não consigo ter o triângulo perfeito. O triângulo perfeito, neste caso, seria uma casa barata, bem localizada e segura (com alarmes e assim, porque a maioria dos apartamentos no UK são em casas - morro de medo de ficar numa que não tenha alarmes porque me parecem extremamente vulneráveis). Só consigo reunir duas características em simultâneo (do triângulo), mas dificilmente as três. Estar a pensar nisto da casa levou a outro problema: o banco.
Para alugarmos uma casa, precisamos entregar muito dinheiro de uma só vez (dois meses de renda e, em alguns casos, uma taxa administrativa se for alugada através de agência). Não podemos levar essa quantidade de dinheiro connosco (em mãos). Temos de abrir uma conta lá, e transferir o dinheiro de cá para lá! Mas para abrir uma conta lá, precisamos de ter uma morada :P com isto pode vir a ser um problema, já me certifiquei que algumas agência aceitam cartões de crédito, mas o ideal até seria alugar uma casa diretamente ao senhorio...vamos ver como resolveremos esta situação. Depois irei escrever mais sobre isto :)
Entretanto já fiz pesquisa acerca dos tarifários dos telemóveis, e já tenho a minha inclinação. Decidi também que vou comprar um telemóvel básico lá (por 15 libras :P). Assim mantenho o português sempre ligado, nunca se sabe.
Temos andado preocupadas com a situação da nossa gata. Não podemos levá-la, não já. Não sabemos onde vamos ficar, e em Inglaterra (aparentemente) é difícil alugar casa quando se tem um animal. É mais fácil aceitarem fumadores em casas alugadas, do que animais (pois, também não costumam aceitar fumadores - a Débora está aflita a tentar deixar de fumar). Nem todas as companhias voam com animais para o Reino Unido, essencialmente porque eles são extremamente exigentes com animais que vêm de fora. O máximo que consegui encontrar foi um voo, só de ida, só para mim e para a gata, a 500 euros. Eu e a Débora, em conjunto, pagamos 270 pelos nossos (com taxas extra, tipo malas de porão). A nossa gata morre de medo de tudo, eu acho que ia ser uma tortura fazê-la passar por tantas situações desnecessárias. Quando conseguirmos arranjar tudo lá, vemos o que temos de fazer para a buscar. Entretanto parece-me que ela vai ter de ficar em casa da minha avó, o que no fundo que me anda a corroer um bocadinho todos os dias :(
Antes de irmos ainda vou fazer alguns posts, nomeadamente um acerca do que devemos levar connosco. É muito difícil reduzir a vida de um casal a 30 kgs de bagagem :P Uma coisa que devem tratar imediatamente (pelo menos eu tratei o mais rapidamente possível) é irem ao vosso médico, explicarem que vão para fora, e que precisam das receitas dos vossos medicamentos habituais (se tiverem algum) em triplicado. Depois compram um estoque que dá para 6 meses :) dessa forma têm 6 meses para procurar, lá, medicamentos semelhantes. Eu também marquei consultas no dentista, porque calculo que lá seja bem mais caro e por isso prefiro ir com tudo já visto e aprovado =D (eu nunca tive qualquer problema nos dentes, mas morro de medo de perder os dentes porque ninguém na minha família ainda os tem - claro que ninguém na minha família ia ao dentista!).
Em termos de documentação, vamos levar outro certificado de casamento, certificações profissionais, cartas de condução e passaporte (se me lembrar de mais algum, eu posto). Eu sou da União Europeia, e não preciso de passaporte. No entanto já várias pessoas me avisaram que o nosso cartão do cidadão, lá, não é bem visto, e por vezes não é aceite. É melhor não facilitar ;)
Por hoje é tudo, em breve voltarei a escrever. Se tiverem alguma dúvida, não hesitem em comentar - tentarei esclarecer tudo o que souber :). Até à próxima aventura!
Mafalda
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